Este serviço foi implantado na AMR em junho de 2000 e teve como modelo os atuais métodos de intervenção, que comprovaram a sua eficácia na identificação e resolução das dificuldades, necessidades e/ou expectativas da família e da criança no seu contexto diário.
Já é possível identificar os resultados alcançados com a intervenção do profissional no ambiente familiar, que transformou-se em ações eficazes no desenvolvimento da criança. Em 2003, esses resultados tornaram-se mais visíveis.
Neste serviço o papel do profissional como mediador, orientador e facilitador de estratégias para as soluções de problemas diários, é compartilhado com a família. O serviço oferece através do conhecimento do profissional qualificado, soluções alternativas nas dificuldades da criança e da família em seu próprio ambiente, sendo orientado sobre o que fazer e como fazer para atender essas necessidades.
A família, por sua vez, passa a ser o protagonista fundamental no tratamento. Seu papel deve ser o de gestora, na medida em que coloca, aplica e julga a eficácia das orientações nos problemas reais da sua rotina diária, em suas prioridades e necessidades .
Ao longo do processo, irá construindo uma postura mais consciente, participativa e segura.
Para a equipe, há uma ampliação de conhecimentos e a sua intervenção com o sistema operacional se torna mais interativo e globalizado, demonstrando o resultado da responsabilidade e colaboração de todos. A pluralidade de abordagens e intervenções, propicia o enriquecimento e otimização do desenvolvimento e da qualidade de vida da criança e da família.
Objetivos gerais do Serviço de Integração Familiar:
- Definir o papel do terapeuta junto as famílias, visando maior eficácia da intervenção, no dia a dia da criança com a família;
- Conscientizar os pais da sua importância, na promoção do potencial de habilitação de seu filho;
- Ampliar o nível de competência dos pais, em relação aos cuidados e condutas diárias com a criança;
- Propiciar à criança melhores condições, para que as suas potencialidades sejam desenvolvidas de uma forma mais eficaz;
- Intensificar a intervenção da criança na medida da habilitação da família e da reestruturação do ambiente;
- Aumentar a capacidade de atendimento na própria Instituição, sem perder a qualidade do tratamento;
- Fazer com que o terapeuta assuma um papel educativo e de coordenação.
Objetivos específicos:
- Avaliar o meio familiar através de questionários, testes e avaliações que descrevam e possam traçar o perfil de funcionamento das tarefas e atividades das rotinas diárias, para aquisição dos equipamentos e adaptações necessárias às atividades da vida diária como banho, alimentação, atividade lúdica e posicionamentos;
- Monitorar e ajudar a criar estratégias em que a mãe/família deverá usar nas atividades diárias e na reestruturação do ambiente, respeitando os usos e costumes da mesma;
- Melhorar a performance funcional da criança;
- Esclarecer a família sobre a patologia e suas conseqüências para o desenvolvimento, mantendo-a informada sobre as técnicas de prevenção e deformidades;
- Informar à família acerca da eficácia da intervenção;
- Estabelecer, em equipe, objetivos e intervenções que abranjam em sua totalidade a criança;
1 – Dos instrumentos de avaliação:
São utilizados dois modelos de protocolos que auxiliam na dinâmica de funcionamento do serviço, servindo para que os terapeutas solicitem avaliação e acompanhamento da visita domiciliar que encontram-se pendentes, quanto aos objetivos do planejamento para a intervenção domiciliar, incluindo o teste de performance funcional PEDI - Inventário de Avaliação Pediátrica de Disfunção.
2 – Da regionalização das residências:
As residências são agrupadas de acordo com o critério de regionalização, o que facilita a ampliação do número de participantes da equipe volante e das famílias acompanhadas.
3 - Dinâmica das Visitas:
- Preenchimento de protocolos de encaminhamento com discussão de objetivos
- Agendamento das prioridades
- Registro das visitas através de filmagens e fotografias
- Emissão de relatório para arquivamento em prontuário
- Avaliação da equipe e criação do programa de orientação necessária
4 - Atividades desenvolvidas em 2003:
- Visitas domiciliares e escolares ( avaliação e acompanhamento)
- Número de crianças beneficiadas ................................. 86
- Número de famílias avaliadas ....................................... 70
- Número de retornos no ano ......................................... 16
- Número de crianças acompanhadas pelo SIF no ano .... 10
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